Curiosidade: o princípio do bom jornalismo
Rodrigo Alves
rasilvad@walla.com
Philip Meyer, na década de 70, já acreditava ser a Reportagem com Auxílio do Computador (RAC) uma realidade a ser expandida nas redações. Hoje, mesmo presente em parte do jornalismo brasileiro, a técnica não é aplicada pela grande maioria dos profissionais, inclusive
sequer está presente na grade curricular das faculdades de jornalismo.
Seria Meyer um profissional à frente do seu tempo? Não, ele era apenas um jornalista com a curiosidade aguçada. Tanto que carregava o lema: “dedicação à verdade, muita energia e algum talento para escrever”.
Seus ideais provam que o jornalista não pode se limitar a ter apenas um telefone em mãos e uma Olivetti ligada a uma tela de cristais líquidos, não pode se contentar com um furo e uma manchete por dia. O profissional precisa aprender a explorar o computador.
E quando me refiro a esse assunto, não incluo apenas o domínio da globalizada internet, mas sim de softwares simples como o Excel e Access, que existem desde a criação do Word 95.
Pode parecer impensável a utilidade dessas ferramentas, mas elas colaboram com um jornalismo mais detalhado, com minuciosidades e com a presença da matemática, algo até banido do dicionário de alguns repórteres. A difusão desta técnica só depende da audácia dos jornalistas interessados em informar o público com reportagens mais concisas e fundamentadas.
Este texto faz parte do projeto experimental para conclusão do curso de Jornalismo da Unimep e foi publicado no Jornal Experimental Ponto Final, encartado no dia quatro de dezembro, no Jornal de Piracicaba.

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